Portuguese poem
A XXX (Feiticeira Moreninha)
by Ruy Barbosa (1849–1923)
Feiticeira Moreninha, Casta flor da minha vida, Quando cismas à tardinha Nos teus sonhos embebida Não sentes a aragem trêmula Que em teus cabelos se enlaça, E o murmúrio que perpassa Como uma queixa perdida Do dia que além se esvai? Dize — sabes o segredo Que essa linguagem te diz, Quando a brisa oscula a medo As tuas tranças gentis?...
Pois ouve... não fujas, não... Escuta o gemer da brisa; É minha alma que desliza Nas asas da viração