Portuguese poem
Ao Dia 2 de Julho
by Ruy Barbosa (1849–1923)
"Salve dia de imensa, imorredoura glória, "Que raiando cercado de bênçãos e esplendores, "De um povo escravizado puseste fim às dores; "Fama eterna deixando nas páginas da história
"Que assinalas formoso a esplêndida vitória, "Que aos tiranos ganharam da pátria os defensores. "De uma nação inteira — vós — esperança, amores "— Jovens! — trazei-o sempre gravado na memória."
Cantava assim no Empíreo um coro prazenteiro, E à voz dos serafins fadava o Onipotente A espantoso futuro a terra do Cruzeiro.
Em vossas mãos existe destino tão ridente, Moços! guie-vos sempre, e seja-vos luzeiro — Na senda que trilhais da pátria o amor ardente.