Portuguese poem
Viii
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Chega o conde á sua tôrre, O conde de Valderey, Topou n’um chapim bordado... Como ficou não direi.
Vai-se ao quarto da condessa: —‘Morrerá, mattá-la-hei.’ Viu-a dormir tão serena: —‘Jesus! não sei que farei!’
Corre a casa ao derredor: —‘Deus me tenha em sua lei, Que ou ésta mulher é bruxa Ou eu c’o chapim sonhei!
‘O chapim aqui o tenho, O chapim bem n’o topei... Mas que durma assim tão manso Quem tal fez, não n’o crerei.’
Entrou a scismar n’aquillo: —‘Valha-me Deus! que farei? Por menos fica homem doudo; E eu como o não ficarei?’
Minha vinha tão guardada! Uvas que n’ella deixei Não é fructa que se conte... Da que me falta não sei.’