Portuguese poem
A Um Amigo
by Abílio Manuel Guerra Junqueiro
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Vivo triste, sempre dado Ao martyrio, á dor, ao pranto: A vida, por meu mau fado, Não tem para mim encanto!
Nasci p'ra ser desditoso, P'ra ser feliz não nasci; Uma esp'rança, um sonho, um gôzo Nunca n'alma conheci!
Mas dá-me a tua amizade, Que, sendo tu meu amigo, Póde ser que a f'licidade Venha ainda ter commigo.
Also available with a spoken translation into English in the reader.