Portuguese poem
Oh! Páginas de vida que eu amava
by Álvares de Azevedo (1831–1852)
Oh! paginas da vida que eu amava, Rompei-vos! nunca mais! tão desgraçado!... Ardei, lembranças doces do passado! Quero rir-me de tudo que eu amava!
E que doudo que eu fui! como eu pensava Em mãi, amor de irmã! em socegado Adormecer na vida acalentado Pelos labios que eu timido beijava!
Embora — é meu destino. Em treva densa
Dentro do peito a existencia finda... Pressinto a morte na fatal doença!...
A mim a solidão da noite infinda! Possa dormir o trovador sem crença... Perdoa minha mãi — eu te amo ainda!