Portuguese poem
Os quinze anos de uma alma transparente
by Álvares de Azevedo (1831–1852)
Os quinze anos de uma alma transparente, O cabelo castanho, a face pura, Uns olhos onde pinta-se a candura De um coração que dorme, inda inocente...
Um seio que estremece de repente Do mimoso vestido na brancura... A linda mão na mágica cintura... E uma voz que inebria docemente...
Um sorrir tão angélico, tão santo...
E nos olhos azuis cheios de vida Lânguido véu de involuntário pranto...
É esse o talismã, é essa a Armida, O condão de meus últimos encantos, A visão de minh'alma distraída!