Portuguese poem
Se Eu Morresse Amanhã
by Álvares de Azevedo (1831–1852)
Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria, Quanta gloria presinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã Eu perdêra chorando essas coroas, Que sol! que céo azul! que doce n'alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batêra tanto amor no peito, Mas essa dôr da vida que devora A ancia de gloria, o dolorido afan... A dôr no peito emmudecêra ao menos,