Portuguese poem
A M. C
Poz-te Deus sobre a fronte a mão podrosa! O que fada o poeta e o soldado Pousou em ti o olhar d'amor veládo E disse-te! «mulher, vai! sê formosa.»
E tú, descendo na onda armoniosa, Pousaste n'este solo angustiado —Estrela envolta n'um clarão sagrado, Do teu olhar d'amor na luz radiosa—
Ah!... quem sou eu, para poder mercer-te? Deu-te o Senhor, mulher! o que é vedado, Anjo! deu-te o Senhor um mundo á parte.
E a mim, a quem deu olhos para ver-te, Sem poder mais... ca mim o que me ha dado? Voz pra cantar, uma alma para amar-te!