Portuguese poem
A Santos Valente
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Estreita é do prazer na vida a taça: Largo, como o oceano é largo e fundo, E como ele em venturas infecundo, O cális amargoso da desgraça.
E contudo nossa alma, quando passa incerta peregrina, pelo mundo, Prazer só pede à vida, amor fecundo, É com essa esperança que se abraça.
É lei de Deus este aspirar imenso... E contudo a ilusão impoz à vida. E manda buscar luz e dá-nos treva!
Ah! se Deus acendeu um foco intenso De amor e dor em nós, na ardente lida, Porque a miragem cria... ou porque a leva?
Also available with a spoken translation into English in the reader.