Portuguese poem
A Sulamita
Quem anda lá por fora, pela vinha Na sombra do luar meio cacoberto, Sutil nos passos e espreitando incerto, Com brando respirar de criancinha?
Um sonho me acordou... não sei que tinha... Pareceu-me senti-lo aqui tão perto... Seja alta noite, seja n'um deserto, Quem ama até em sonhos adivinha...
Moças da minha terra, ao meu amado Correi, dizei-lhe que eu dormia agora, Mas que póde ir contente e descançado,
Pois se tão cedo adormeci, conforme É meu costume, olhae, dormia embora, Porque o meu coração é que não dorme...