Portuguese poem
Aparição
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Um dia, meu amor (e talvez cedo, Que já sinto estalar-me o coração!) Recordarás com dor e compaixão As ternas juras que te fiz a medo...
Então, da casta alcova no segredo, Da lamparina ao tremulo clarão, Ante ti surgirei, espectro vão, Larva fugida ao sepulcral degredo...
E tu, meu anjo, ao ver-me, entre gemidos E aflictos ais, estenderás os braços Tentando segurar-te aos meus vestidos...
— «Ouve! espera!» — Mas eu, sem te escutar, Fugirei, como um sonho, aos teus abraços E como fumo sumir-me-hei no ar!
Also available with a spoken translation into English in the reader.