Portuguese poem
Amor vivo
Amar! mas d'um amor que tenha vida... Não sejam sempre tímidos harpejos, Não sejam só delirios e desejos D'uma douda cabeça escandecida...
Amor que vive e brilhe! luz fundida Que penetre o meu ser — e não só beijos Dados no ar — delírios e desejos — Mas amor... dos amores que têm vida...
Sim, vivo e quente! e já a luz do dia Não virá dissipa-lo nos meus braços Como névoa da vaga fantasia...
Nem murchará do sol á chama erguida... Pois que podem os astros dos espaços Contra débeis amores... se têm vida?