Portuguese poem
Adeus
Fique em silencio eterno a minha lyra; Vae, effluvio de Deus! Deus te bem fade: N'esta alma, em teu logar fica a saudade, Se a essencia sobrevive á flôr que expira.
Dizer-te adeus! não pude; quando occorre Tal voz ao labio, o labio empallidece, Como a nota da lyra nos fallece Ante a lua que cae, e o sol que morre:
Ante o sôpro que varre o cedro e o vime, Ante o sublime aspecto do oceano, Ante a esposa do martyr sobrehumano, Ante tudo o que é grande e que é sublime.
Embora!... quando a lampada crepita Já falta d'oleo, languida esvoaça; A nuvem estala; ruge a onda e passa, Guarda silencio a abobada infinita.
João de Deus