Portuguese poem
Amaritudo
Só por ti, astro ainda e sempre occulto, Sombra do Amor e sonho da Verdade, Divago eu pelo mundo e em anciedade Meu proprio coração em mim sepulto.
De templo em templo, em vão, levo o meu culto, Levo as flores d'uma intima piedade. Vejo os votos da minha mocidade Receberem sómente escarneo e insulto.
Á beira do caminho me assentei... Escutarei passar o agreste vento, Exclamando: assim passe quando amei!--
Oh minh'alma, que creste na virtude! O que será velhice e desalento, Se isto se chama aurora e juventude?