Versos Portuguese Antero de Quental Comunhão

Portuguese poem

Comunhão

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Reprimirei meu pranto!... Considera Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram, Quantos as mãos incertas levantaram Sob este mesmo céu de luz austera!...

— Luz morta! amarga a própria primavera! — Mas seus pacientes corações lutaram, Crentes só por instinto, e se apoiaram Na obscura e heróica fé, que os retempera...

E sou eu mais do que eles? igual fado Me prende á lei de ignotas multidões. — Seguirei meu caminho confiado,

Entre esses vultos mudos, mas amigos, Na humilde fé de obscuras gerações, Na comunhão dos nossos paes antigos.