Portuguese poem
Flores
Quem és tu, flor de petalas coradas, Como virgem que ardesse n'um desejo? Quem foi que te lançou a côr do pejo N'esse seio de folhas purpuradas?
Não as tens já tão puras, nacaradas, Como essa tua irmã, que eu além vejo, Tão séria, que nem sente o leve beijo, Que lhe furtam as auras perfumadas...
Porque? Ai! quem sois vós, flores mimosas? Que nome vos poz Deus, ó minhas flores? Dil-o um livro de phrases sonorosas?
Talvez ― Dar-vos-hão nome os sabedores... Eu só sei que sois filhas extremosas, As filhas do Senhor e seus amores!