Versos Portuguese Antero de Quental Nihil

Portuguese poem

Nihil

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Homem! Homem! mendigo do Infinito! Abres a bocca e estendes os teus braços A vêr se os astros cáem dos espaços A encher o vacuo immenso do finito!

Porque sóbes á rocha de granito? Porque é que dás no ár tantos abraços? E cuidas amarrar com ferreos laços Um reflexo da sombra de um esp'rito?

Vê que o céo, por escarneo, a luz nos lança! Que, á tua voz, a voz da immensidão Responde com immensa gargalhada!

A idéa fechou a porta á esp'rança, Quando lhe foi pedir gazalho e pão... Deixou-a cara a cara com o Nada!!...

Maio, 1863.