Portuguese poem
No céu, se existe um céu para quem chora
No céo, se existe um céo para quem chora. Céo, para as magoas de quem soffre tanto... Se é lá do amor o foco, puro e santo, Chama que brilha, mas que não devora...
No céo, se uma alma n'esse espaço mora. Que a prece escuta e encharga o nosso pranto... Se ha Pae, que estenda sobre nós o manto Do amor piedoso... que eu não sinto agora...
No céo, ó virgem! findarão meus males: Hei-de lá renascer, eu que pareço Aqui ter só nascido para dôres.
Ali, ó lyrio dos celestes vales! Tendo seu fim, terão o seu começo. Para não mais findar, nossos amores.