Portuguese poem
Nírvana
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Para além do Universo luminoso, Cheio de fórmas, de rumor, de lida, De forças, de desejos e de vida, Abre-se como um vácuo tenebroso.
A onda desse mar tumultuoso Vem ali expirar, esmaecida... Numa immobilidade indefinida Termina ali o ser, inerte, ocioso...
E quando o pensamento, assim absorto, Emerge a custo desse mundo morto E torna a olhar as coisas naturaes,
Á bella luz da vida, ampla, infinita, Só vê com tédio, em tudo quanto fita, A illusão e o vasio universaes.
Also available with a spoken translation into English in the reader.