Portuguese poem
(*Paraphrase Do Soneto Antecedente*)
A Sorte só p'ra o fraco é dura ás vezes! P'ra o forte, que a virtude e crença alenta, P'ra esse não ha sortes nem revezes...
Porque após da bonança vem tormenta, Porque a noite succede ao claro dia, É força definhar em magoa lenta?
Não! que aos males, que gera a phantasia, O sabio oppõe as intimas venturas Da virtude e da fé que em si sentia.
Não chores mais, poeta, as amarguras Que só os bens da terra vão comendo: A consciencia é jardim onde as verduras Mil perfumes p'ra o céo vão rescendendo.