Portuguese poem
Pequenina
Eu bem sei que te chamam pequenina E tenue como o véo solto na dança, Que és no juizo apenas a criança, Pouco mais, nos vestidos, que a menina...
Que és o regato de agua mansa e fina, A folhinha do til que se balança, O peito que em correndo logo cança, A fronte que ao soffrer logo se inclina...
Mas, filha, lá nos montes onde andei, Tanto me enchi de angustia e de receio Ouvindo do infinito os fundos ecchos,
Que não quero imperar nem já ser rei Senão tendo meus reinos em teu seio E subditos, criança, em teus bonecos!