Portuguese poem
Tormanto do Ideal
Conheci a Beleza que não morre E fiquei triste. Como quem da serra Mais alta que haja, olhando aos pés a terra E o mar, vê tudo, a maior nau ou torre,
Minguar, fundir-se, sob a luz que jorre: Assim eu vi o mundo e o que ele encerra Perder a côr, bem como a nuvem que erra Ao pôr do sol e sobre o mar discorre.
Pedindo à fórma, em vão, a idea pura, Tropéço, em sombras, na materia dura. E encontro a imperfeição de quanto existe.
Recebi o baptismo dos poetas, E assentado entre as fórmas incompletas Para sempre fiquei palido e triste.