Portuguese poem
Transcendentalismo
(Ao sr. J. P. Oliveira Martins)
Já socega, depois de tanta lucta, Já me descança em paz o coração. Cahi na conta, emfim, de quanto é vão O bem que ao Mundo e á Sorte se disputa.
Penetrando, com fronte não enxuta, No sacrario do templo da Illusão, Só encontrei, com dôr e confusão, Trevas e pó, uma materia bruta...
Não é no vasto mundo--por immenso Que elle pareça á nossa mocidade-- Que a alma sacia o seu desejo intenso...
Na esféra do invisivel, do intangivel, Sobre desertos, vacuo, soledade, Vôa e paira o espirito impassivel!