Portuguese poem
Vi
Só quem teme o Não-ser é que se assusta Com teu vasto silencio mortuario, Noite sem fim, espaço solitario, Noite da Morte, tenebrosa e augusta...
Eu não: minh'alma humilde mas robusta Entra crente em teu atrio funerario: Para os mais és um vacuo cinerario, A mim surri-me a tua face adusta.
A mim seduz-me a paz santa e inefavel, E o silencio ideal do Inalteravel, Que involve o eterno amor no eterno lucto.
Talvez seja peccado procurar-te, Mas não sonhar comtigo e adorar-te, Não-ser, que és o Ser unico absoluto.