Portuguese poem
Vii
Oh! o noivado barbaro! o noivado Sublime! aonde os céos, os céos ingentes, Serão leito de amor, tendo pendentes Os astros por docel e cortinado!
As bodas do Desejo, embriagado De ventura, a final! visões ferventes De quem nos braços vae de ideaes ardentes Por espaços sem termo arrebatado!
Lá, por onde se perde a phantasia No sonho da belleza: lá, aonde A noite tem mais luz que o nosso dia;
Lá, no seio da eterna claridade, Aonde Deus á humana voz responde; É que te havemos abraçar, Verdade!