Versos Portuguese Antero de Quental Visita

Portuguese poem

Visita

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Adornou o meu quarto a flor do cardo, Perfumei-o de almiscar recendente; Vesti-me com a purpura fulgente, Ensaiando meus cantos, como um bardo;

Ungi as mãos e a face com o nardo Crescido nos jardins do Oriente, A receber com pompa, dignamente, Mysteriosa visita a quem aguardo.

Mas que filha de reis, que anjo ou que fada Era essa que assim a mim descia, Do meu casebre á humida pousada?...

Nem princezas, nem fadas. Era, flor, Era a tua lembrança que batia Ás portas de ouro e luz do meu amor!