Portuguese poem
Voz interior
Listen in the readerWatch the reading
Embebido n'um sonho doloroso, Que atravessam phantasticos clarões, Tropeçando n'um povo de visões, Se agita meu pensar tumultuoso...
Com um bramir de mar tempestuoso Que até aos céos arroja os seus cachões, Atravez d'uma luz de exhalações, Rodeia-me o Universo monstruoso...
Um ai sem termo, um tragico gemido Echoa sem cessar ao meu ouvido, Com horrivel, monotono vaivem...
Só no meu coração, que sondo e meço, Não sei que voz, que eu mesmo desconheço, Em segredo protesta e affirma o Bem!
Also available with a spoken translation into English in the reader.