Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Lanterna*

Portuguese poem

*A Lanterna*

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O sabio antigo andou pelas ruas d'Athenas, Com a lanterna accesa, errante, á luz do dia, Buscando o varão forte e justo da Utopia, Privado de paixões e d'emoções terrenas.

Eu tambem que aborreço as cousas vãs, pequenas E que mais alto puz a sã Philosophia, Ha muito busco em vão--ha muito, quem diria! O mais cruel ideal das concepções serenas.

Tenho buscado em balde, e em vão por todo o mundo; Esconde-se o ideal no sitio mais profundo, No mar, no inferno, em tudo, aonde existe a dôr!...

De sorte que hoje emfim, descrente, resignado, Concentrei-me em mim só, n'um tedio indignado, E apaguei a lanterna--É só um sonho o Amor!