Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *A Noute Do Noivado*

Portuguese poem

*A Noute Do Noivado*

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O primeiro conviva, em punho a taça, Ergueu-se lentamente, e com voz rouca, Bradou: Amigos! consenti que faça Uma saude á Morte--a velha louca!

A minha historia é triste e muito pouca! Eu como vós, sou filho da desgraça, Amei uma só vez. Que mimo e graça! Oh que pé andaluz! que olhar, que boca!

Na noute do noivado--ouvi, devassos! Beijei-a doudamente entre meus braços, E atirei-a no mar, tremula e nua!

Ninguem não mais a gosará um dia! Repousa ali a minha noiva fria, Guardada pelo olhar frio da lua!