Portuguese poem
*A Primavera*
De Julio Forni
Hãode dizer-me--Insensatos! Que tenha novos amores, Que brilham já outros soes, De novo se abrem as flores E é o tempo dos rouxinoes.
E dirão inda depois: Que a primavera começa, E andam aromas no ar, Que nos sobem á cabeça, Como um vinho singular.
E eu dir-lhes-hei: Que m'importa! Faz frio, fechem-me a porta! --Ella, o meu bem, meu abrigo, Levou, desde que está morta, A Primavera comsigo!