Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *O Cannibal*

Portuguese poem

*O Cannibal*

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(A C. Verde)

Tenho, defronte, uma visinha loura Cuja carne alva, fina e setinosa, Faz lembrar, quando á tarde o sol descóra, A côr humana pallida da rosa.--

Não é fragil, nem debil, vaporosa, Como as virgens mortaes que a luz não doura, Antes é forte, esbelta e a voz sonora, --Tranquilla e altivamente magestosa!

Nasceu formada assim para os amores; E o modo com que rega as suas flores, Na varanda, a sorrir, não tem rival!...

Ao vel-a os D. Juans baixam a falla!... --Mas quanto a mim... quisera devoral-a... Com a fome imbecil d'um cannibal!