Portuguese poem
*O Doente Romantico*
Eu sei que morrerei, discreta amante, Antes do inverno vir; mas, lentamente, Quero morrer á tua luz radiante, Como os tisicos á luz do sol poente!
Sou romantico assim! O tempo ardente Das chimeras vae longe! Vão, constante, Morrerei crendo em ti... e o azul distante Olhando como um sabio ou um doente!...
--Mas, eu não preso a tarde ensanguentada... Nem o rumor do Sol!--quero a calada Noute brumosa junto do Oceano...
E assim, sem ai nem dôr, entre a neblina, Morrer-me, como morre a balsamina, --E ouvindo, em sonho, os ais do teu piano.