Portuguese poem
*O Inconveniente De Matar A Mulher*
(A Alexandre Dumas Filho)
Matei-a!... Sobre o leito desmanchado Morreu!... Mas o remorso me povôa! E, agora, vago solitario e á tôa, N'uma tristeza immensa despenhado!
Quando o punhal no arminho immaculado Enterrei... Sempre a mágoa me corrôa! Ella chorou, gritando-me... Perdôa! Morro!... e morreu!... Ó lyrio ensanguentado!
E agora aonde irei! Horror! Tortura!... O ceo é o seu olhar! A noute escura Lembra-me sempre o seu cabello preto!...
E, ó supplicio dos crimes verdadeiros! --Ouço, em chusma, gritarem-me os livreiros: Quando é que sae agora o seu folheto?...