Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *O Velho*

Portuguese poem

*O Velho*

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D'entre os males crueis da Humanidade, A que os vis animaes estão sujeitos, Nenhum mais triste e cheio de defeitos... Do que a dura e imbecil senilidade!

N'esta quadra de prantos e saudade, Ha velhos d'alvas barbas sobre os peitos, Que nos fazem lembrar, pelos seus geitos, Orang-otangos de provecta edade.

E eu vi um velho assim!... Seus fortes braços... Tinham como a rijesa dos bons aços... E os seus gestos seriam d'um guerreiro...

Se não fossem seus labios já sem dentes, Fazendo uns gestos comicos, ridentes... --Como um macaco em cima d'um coqueiro!...