Versos Portuguese António Duarte Gomes Leal *Os Brilhantes*

Portuguese poem

*Os Brilhantes*

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Não ha mulher mais pallida e mais fria, E o seu olhar azul vago e sereno Faz como o effeito d'um luar ameno Na sua tez que é morbida e macia.

Como Levana... esta mulher sombria Traz a Morte cruel ao seu aceno, O Suicidio e a Dôr!... Lembra do Rheno Um conto, á luz crepuscular do dia.

Por isso eu nunca invejo os seus amantes! --E em quanto hontem, gabavam seus brilhantes, No theatro, com vistas fascinadas...

Tortura das visões... incomprehensiveis! Em vez d'elles, cri ver brilhar--horriveis E verdadeiras lagrimas geladas!