Portuguese poem
*Phantasias*
Tenho, ás vezes, desejos delirantes De a todos te roubar, meu lyrio amado! E levar-te, em um vôo arrebatado, Aos paizes phantasticos, distantes.
Á India, China ou o Iran, e os meus instantes Passal-os a teus pés, grave e encrusado, N'um tapete chinez, avelludado, Com flores ideaes e extravagantes.
Nossa vida seria, ó pomba minha! Mais leve do que a aza da andorinha... E, nas horas calmosas, eu e tu...
Olhando o mar sereno, o mar unido, Comeriamos os dois arroz cosido... Emballados n'um junco de bambu!