Portuguese poem
O Sr. Abbade
by António Pereira Nobre (1867–1900)
Quando vem Junho e deixo esta cidade, Batina, Caes, tuberculozos céus, Vou para o Seixo, para a minha herdade: Adeus, cavaco e luar! choupos, adeus!
Tomo o regimen do Sr. Abbade, E faço as pazes, elle o quer, com Deus. No seu direito olhar vejo a bondade, E ás capellinhas vou ver os judeus.
Que homem sem par! Ignora o que são dores! Para elle uma ramada é o pallio verde, Os cachos d'uvas são as suas flores!
Ao seu passal chama elle o mundo todo... Sr. Abbade! olhe que nada perde: Viva na paz, ahi, longe do lodo.
Coimbra, 1850.