Versos Portuguese António Pereira Nobre Ó Virgens!

Portuguese poem

Ó Virgens!

by (1867–1900)

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Ó virgens que passaes, ao sol-poente, Pelas estradas ermas, a cantar! Eu quero ouvir uma canção ardente Que me transporte ao meu perdido lar...

Cantae-me, n'essa voz omnipotente, O sol que tomba, aureolando o mar, A fartura da seara reluzente, O vinho, a graça, a formozura, o luar!

Cantae! cantae as limpidas cantigas! Das ruinas do meu lar desatterrae Todas aquellas illuzões antigas

Que eu vi morrer n'um sonho, como um ai... Ó suaves e frescas raparigas; Adormecei-me n'essa voz... Cantae!

Porto, 1886.