Versos Portuguese António Pereira Nobre Poveiro

Portuguese poem

Poveiro

by (1867–1900)

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Poveirinhos! meus velhos pescadores! Na Agoa quizera com vocês morar: Trazer o lindo gorro de trez cores, Mestre da lancha Deixem-nos passar!

Far-me-ia outro, que os vossos interiores De ha tantos tempos, devem já estar Calafetados pelo breu das dores, Como esses pongos em que andaes no mar!

Ó meu Pae, não ser eu dos poveirinhos! Não seres tu, para eu o ser, poveiro, Mail-Irmão do «Senhor de Mattozinhos»!

No alto mar, ás trovoadas, entre gritos, Promettermos, si o barco fôri intieiro, Nossa bela á Sinhora dos Afflictos!

Leça, 1889.