Portuguese poem
Impressões de Teatro
by Artur de Azevedo (1855–1908)
Que dramalhão! Um intrigante ousado, Vendo chegar de longa ausência o conde, Diz-lhe que a pobre da condessa esconde No seio o fruto de um amor culpado.
Naturalmente o conde fica irado — O pae que é? Pergunta — Eu lhe responde Um jovem que entra. — Um duelo! — Sim! Quando? Onde?— No encontro morre o amante desgraçado.
Folga o intrigante... Porem surge um mano E, vendo morto o irmão, perde a cabeça: Crava um punhal no peito do tirano.
É preso o mano, mata-se a condessa, Endoidece o marido, e cai o pano, Antes que outra catástrofe aconteça.