Portuguese poem
De Martins Pena foi bem triste a sorte
by Artur de Azevedo (1855–1908)
De Martins Pena foi bem triste a sorte: Moço, bem moço, quando o seu talento Desabrochava n'um deslumbramento, Caiu, ferido pela mão da morte!
Era, entretanto, um lutador, um forte, E, como não merece o esquecimento, Que a nossa festa, ao menos um momento, O seu risonho espírito conforte.
Quem o amou e o leu em vão procura O seu nome na placa de uma esquina Ou sobre a pedra de uma sepultura!
Porém, voltando à brasileira cena, Há de brilhar a estrela peregrina Que se chamou Luiz Carlos Martins Pena!