Versos Portuguese Artur de Azevedo Arrufos

Portuguese poem

Arrufos

by (1855–1908)

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Não há no mundo quem amantes visse Que se quisessem como nos queremos; Mas hoje uma questiúncula tivemos Por um caprichosinho, uma tolice.

- Acabemos com isto! ela me disse, E eu respondi-lhe assim: - Pois acabemos! - E fiz o que se faz em tais extremos: Peguei no meu chapéu com fanfarrice,

E, dando um gesto de desdém profundo, Saí cantarolando. Está bem visto Que a forma ali contradizia o fundo.

Ela escreveu. Voltei. Nem Jesus Cristo, Nem minha Mãe, voltando agora ao mundo, Foram capazes de acabar com isto!