Versos Portuguese Augusto dos Anjos Aza de Côrvo

Portuguese poem

Aza de Côrvo

by (1884–1914)

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Aza de côrvos carniceiros, aza De mau agouro que, nos doze mezes, Cobre ás vezes o espaço e cobre ás vezes O telhado de nossa propria casa...

Perseguido por todos os revezes, É meu destino viver junto a essa aza, Como a cinza que vive junto á braza, Como os Goncourts, como os irmãos siamezes!

É com essa aza que eu faço este soneto E a industria humana faz o panno preto Que as familias de luto martyrisa.

É ainda com essa aza extraordinaria Que a Morte — a costureira funeraria — Coze para o homem a ultima camisa!