Versos Portuguese Augusto dos Anjos Debaixo do Tamarindo

Portuguese poem

Debaixo do Tamarindo

by (1884–1914)

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No tempo de meu Pae, sob estes galhos, Como uma véla funebre de cêra, Chorei billiões de vezes com a canceira De inexorabilissimos trabalhos!

Hoje, esta arvore, de amplos agasalhos, Guarda, como uma caixa derradeira, O passado da Flóra Brazileira E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relogios De minha vida, e a voz dos necrologios Gritar nos noticiarios que eu morri,

Voltando á patria da homogeneidade, Abraçada com a propria Eternidade A minha sombra ha de ficar aqui!