Portuguese poem
Decadencia
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Iguaes ás linhas perpendiculares Cahiram, como crueis e hórridas hastas, Nas suas 33 vértebras gastas Quasi todas as pedras tumulares!
A frialdade dos circulos polares, Em successivas actuações nefastas, Penetrara-lhe os proprios neuroplastas, Estragára-lhe os centros medullares!
Como quem quebra o objecto mais querido E começa a apanhar piedosamente Todas as microscopicas particulas,
Elle hoje vê que, após tudo perdido, Só lhe restam agora o ultimo dente E a armação funeraria das claviculas!