Versos Portuguese Augusto dos Anjos Contrastes

Portuguese poem

Contrastes

by (1884–1914)

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A antíthese do novo e do obsoléto, O Amor e a Paz, o Odio e a Carnificina, O que o homem ama e o que homem abomina, Tudo convem para o homem ser completo!

O angulo obtuso, pois, e o angulo recto, Uma feição humana e outra divina São como a exhymenina e a endhymenina Que servem ambas para o mesmo féto!

Eu sei tudo isto mais do que o Ecclesiastes! Por juxtaposição destes contrastes, Junta-se um hemispherio a outro hemispherio,

Ás alegrias juntam-se as tristezas, E o carpinteiro que fabrica as mezas Faz tambem os caixões do cemiterio!