Versos Portuguese Augusto dos Anjos Eterna Magua

Portuguese poem

Eterna Magua

by (1884–1914)

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O homem por sobre quem cahiu a praga Da tristeza do Mundo, o homem que é triste Para todos os seculos existe E nunca mais o seu pezar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada ha que traga Consolo á Magua, a que só elle assiste. Quer resistir, e quanto mais resiste Mais se lhe augmenta e se lhe afunda a chaga.

Sabe que soffre, mas o que não sabe É que essa magua infinda assim, não cabe Na sua vida, é que essa magua infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme; E quando esse homem se transforma em verme É essa magua que o acompanha ainda!