Portuguese poem
Allucinação á beira-mar
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Um medo de morrer meus pés esfriava. Noite alta. Ante o tellurico recórte, Na diuturna discordia, a equorea cohorte Atordoadoramente ribombava!
Eu, ególatra scéptico, scismava Em meu destino!... O vento estava forte E aquella mathematica da Morte Com os seus numeros negros, me assombrava!
Mas a alga usufructuaria dos oceanos E os malacopterygios subrachianos Que um castigo de especie emmudeceu,
No eterno horror das convulsões maritimas Pareciam tambem corpos de victimas Condemnadas á Morte, assim como eu!