Portuguese poem
Agonia de um Philosopho
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto Rig-Veda. E, ante obras taes, me não consolo. O Inconsciente me assombra e eu nelle rólo Com a eólica fúria do harmatan inquieto!
Assisto agora á morte de um insecto! Ah! todos os phenómenos do sólo Parecem realisar de polo a polo O ideal de Anaximándro de Mileto!
No hieratico areopágo heterogeneo Das idéas, percorro como um genio Desde a alma de Hɶckel á alma cenobial!
Rasgo dos mundos o velário espesso; E em tudo, igual a Gɶthe, reconheço O imperio da substancia universal!