Portuguese poem
Mater Originalis
by Augusto dos Anjos (1884–1914)
Forma vermicular desconhecida Que estacionaste, misera e mofina, Como quasi impalpavel gelatina, Nos estados prodrómicos da vida;
O hierophante que leu a minha sina Ignorante é de que és, talvez, nascida Dessa homogeneidade indefinida Que o insigne Herbert Spencer nos ensina.
Nenhuma ignota união ou nenhum nexo A’ contingencia orgánica do sexo A tua estacionaria alma prendeu.
Ah! de ti foi que, autónoma e sem normas, Oh! Mãe original das outras fórmas, A minha fórma lugubre nasceu!